Metodologia
O portal usa somente dados públicos oficiais — API de Dados Abertos da Câmara, API de Dados Abertos do Senado e arquivos oficiais em lote. Nenhuma informação é inserida à mão pela equipe.
Princípios
- Descrever, não julgar. Nenhuma página dá adjetivo nem opinião. As listas podem ser ordenadas pela atividade institucional documentada, usando um índice interno que não é exibido. A conclusão é do eleitor.
- Mesmo processo para todos. Os mesmos cálculos, com os mesmos critérios, para qualquer parlamentar de qualquer partido.
- Tudo rastreável. Cada página aponta a fonte oficial dos seus dados.
- Tudo auditável. Cada resposta bruta das fontes é salva e selada por hash SHA-256 num registro encadeado, antes de qualquer processamento.
Como cada número é calculado
| Número | Cálculo |
|---|---|
| Trajetória (reeleito, estreante) | Vem só dos registros das próprias Casas. Deputado: “Reeleito(a)” é o titular que também exerceu na legislatura imediatamente anterior; “Já exerceu antes” é quem exerceu em alguma legislatura passada mas não se enquadra nisso (voltou após intervalo, ou está agora como suplente); “Estreante” não consta em nenhuma legislatura anterior. Exercer inclui o suplente que assumiu. Senador: a mesma regra aplicada aos mandatos de oito anos registrados pelo Senado; “ex-deputado” ou “ex-deputada” indica registro no cadastro histórico da Câmara, ligado por nome completo e data de nascimento. Os filtros “Já foi deputado federal”, “Já foi senador”, “Já foi governador” e “Já foi presidente” usam também as seções de mandatos das biografias oficiais da Câmara e do Senado. Consideram mandatos encerrados até o início da legislatura 2023–2027; “presidente” significa Presidente da República. Presidências de comissões, vice-cargos e candidaturas não contam. A ausência de registro não comprova que a pessoa nunca exerceu o cargo. O rótulo reeleito/estreante continua descrevendo o tempo na Casa. |
| Votos em votações nominais | Quantidade de votos do deputado no arquivo oficial de votos do ano, sobre o total de votações nominais com votos registrados. Votações simbólicas não têm voto individual e ficam de fora, por limitação da própria fonte. |
| Alinhamento de votos | Percentual de votos iguais à orientação registrada da bancada do próprio partido, da liderança do governo e da oposição. Contam só votações em que o voto e a orientação são comparáveis (Sim, Não ou Obstrução). Orientações dadas a blocos partidários não são atribuídas aos partidos que os compõem. As três medidas aparecem juntas para que nenhuma seja lida como “a certa”. |
| Proposições | O arquivo oficial de autorias da Câmara traz, para cada assinatura, a ordem e uma marca de autor. “Apresentou” conta as proposições do ano em que o deputado é a primeira assinatura; “assinou junto”, as em que consta como autor depois dela; “em apoio”, as assinaturas que o arquivo não marca como de autor. O número de proposições apresentadas no resumo do deputado usa só a primeira assinatura. |
| Coautorias | Um par de deputados conta uma proposição em comum quando os dois constam como autores dela (assinaturas de apoio não contam). Entram só proposições do ano com 2 a 20 autores, para que as de assinatura em massa não liguem todos a todos. A contagem descreve com quem cada um assina, sem juízo sobre o conteúdo. |
| Cota parlamentar | Soma do valor líquido das despesas nos arquivos oficiais da cota de cada ano da legislatura (2023 em diante), por categoria da própria Câmara. Nos resumos, as categorias aparecem com nomes simplificados; a tabela completa usa o nome oficial. |
| Profissão | Ocupação declarada pelo candidato ao TSE no registro da candidatura de referência, como consta no arquivo oficial. |
| Médias da Casa | Média simples entre os parlamentares com o dado disponível. Servem de referência, não de nota. |
| Votações do senador | Histórico oficial de votações da API do Senado. Votações secretas aparecem marcadas como tal, sem o voto. |
| Pronunciamentos do senador | “Assunto” é o resumo oficial do Senado. “O que disse”, quando aparece, é um parágrafo gerado por inteligência artificial a partir do texto integral publicado pelo Senado, com instrução fixa e pública de relatar só o que está no texto, sem avaliação. É o único conteúdo do portal que não vem pronto de fonte oficial; cada resumo fica registrado com o hash do texto de origem e o modelo que o gerou, e o link para o texto integral acompanha cada item. |
| Do que trata cada votação | A matéria e sua ementa vêm do arquivo oficial que liga cada votação à proposição principal (Câmara) e do próprio registro da votação (Senado). A ementa é o resumo oficial, sem reescrita; ementas longas são cortadas e o link leva ao texto completo. “O que estava em votação” é o item nomeado pela Mesa ao abrir a votação ou, na falta dele, a descrição do resultado. |
| Patrimônio declarado | Bens declarados ao TSE no registro da candidatura (2022 e 2018), congelados naquela data. A ligação com o deputado usa o CPF publicado pela própria Câmara; com o senador, nome completo e data de nascimento, porque o Senado não publica CPF — cada página indica o método usado. |
| De onde vieram os votos | Votos nominais do 1º turno da eleição em que o parlamentar atual se elegeu (2022; 2018 para o terço do Senado eleito naquele ano), somados por município a partir do arquivo oficial de votação por município e zona do TSE. Cada território mostra três números: votos, peso no total do eleito e desempenho local (parte dos votos nominais do cargo naquele território). A hierarquia territorial é a do IBGE. |
| Campanha em números | Receitas e despesas contratadas da prestação de contas da mesma eleição, com origem das receitas e maiores fornecedores, como declaradas à Justiça Eleitoral. |
| Padrões observáveis | Quatro medidas descritivas usadas em auditoria como ponto de partida: concentração de despesas no maior fornecedor (campanha e cota), fornecedores compartilhados com três ou mais outros parlamentares atuais e fornecedores pagos na campanha que também receberam da cota. São calculadas igualmente para todos e não constituem indício de irregularidade: concentração pode ser uma única agência contratada; compartilhamento pode ser estrutura legítima de partido. Dois padrões adicionais: custo por voto (despesas da campanha divididas pelos votos nominais, situado em terços entre os parlamentares do mesmo cargo e eleição, também aberto por categoria de gasto) e doadores presentes em outras campanhas (pessoas físicas entre os maiores doadores que também doaram a outros parlamentares atuais; só o nome é exibido, como o TSE divulga). Quando a base de CNPJs da Receita está carregada, aparece a idade do CNPJ (fornecedor aberto no ano da eleição ou no anterior); CNAE e sócios não são usados retroativamente — a base reflete o presente e não tem histórico oficial, então o portal guarda um snapshot mensal e publica as trocas. |
| Doadores sócios de fornecedores | Cruzamento do CPF completo do doador (TSE) com o CPF mascarado do quadro societário (Receita preserva as posições 4 a 9): nome normalizado + seis dígitos do meio. A observação indica se a empresa do doador recebeu da campanha, da cota do mandato ou de ambas. Só o nome é exibido. Doar e prestar serviço ao mesmo parlamentar é legal; o padrão apenas torna o vínculo visível. |
| Páginas de fornecedor | Todo estabelecimento com notas de cota de 3 ou mais parlamentares, ou com R$ 100 mil ou mais recebidos no mandato, tem página própria: quem apresentou notas, totais, média e desvio-padrão das notas, linha do tempo mensal, regularidade e o cadastro na Receita com quadro societário. CNPJs de candidatura ficam de fora. |
| Limites de subcota | Meses em que a despesa numa subcota passou do limite mensal vigente. Os limites vêm de tabela pública versionada no código, cada um com a fonte oficial citada; categoria sem limite com fonte localizada não é avaliada. Documentos de fornecedor também passam por validação de dígito verificador de CPF/CNPJ. |
| Sanções e cadastro na Receita | Fornecedores e favorecidos são cruzados, pela raiz do CNPJ, com os cadastros públicos de sanção da CGU — CEIS (impedidas de licitar e contratar), CNEP (punidas pela Lei Anticorrupção) e CEPIM (entidades impedidas de receber transferências federais) — e com o snapshot mensal da base de CNPJs da Receita: situação cadastral fora de “ativa”, optantes do MEI com recebimentos acima do teto legal de faturamento e recebimentos que superam em 100 vezes ou mais o capital social declarado. Estar em dívida ativa ou ter capital baixo não é proibição; constar no CEPIM e receber transferência federal é impedimento formal — cada observação diz em qual caso está. |
| Emendas parlamentares | Download em lote do Portal da Transparência (CGU), ligado pelo nome do autor. Empenhado e pago por ano, maiores municípios de destino e áreas. Aparecem na mesma página que o mapa de votos sem alegação de causalidade. |
Gabinete dos senadores
A equipe vem da lista de servidores da API administrativa do Senado: quem está lotado no gabinete ou no escritório de apoio de cada senador. A remuneração vem da folha mensal da mesma API. As duas não usam o mesmo número de identificação (a mesma pessoa tem um número na lista e outro na folha), e nenhum serviço do Senado liga os dois. Por isso, só dentro das bases do próprio Senado, a folha é ligada à lista pelo nome:
- o nome tem de aparecer com um único número na lista de servidores (em qualquer situação, inclusive desligados) e um único número na folha do mês;
- nome repetido em qualquer das duas é homônimo: não é ligado. No lugar, a página mostra o valor básico mais pago no mês às pessoas ligadas pelo nome que tinham a mesma função, com um aviso de que não é a remuneração individual. Quando a função daquele mês não é conhecida, ou há menos de três pessoas de referência, o homônimo fica fora do total;
- a remuneração de um mês só conta para o gabinete quando a fonte data a lotação: para comissionados, da nomeação (quadro de servidores ativos) em diante ou entre o exercício e a vacância (lista de exonerados); para servidores efetivos, cuja admissão é no Senado e não no gabinete, só depois da primeira foto diária da lista que os mostra ali;
- e só nos meses em que o senador esteve em exercício. Quando o titular se licencia, a equipe passa ao gabinete do suplente e volta depois, sem nova nomeação, e a lista guarda só a lotação de hoje. Nesses meses a lotação não é conhecida, e eles ficam de fora.
A função mostrada na equipe é a atual: há mudança de função sem nova nomeação. Conferência feita com as horas extras do Senado, que registram o setor de cada dia trabalhado: nos meses atribuídos a um gabinete, 96% dos dias de hora extra foram feitos no próprio gabinete, e os demais em lideranças, na Mesa ou em outro gabinete. Valores brutos somam vencimento básico, vantagens pessoais, função comissionada, gratificação natalina, horas extras, outras eventuais e abono de permanência, sem auxílios, diárias e indenizações.
Acessibilidade
A barra no topo de todas as páginas segue o modelo de acessibilidade do governo federal (eMAG): atalhos de teclado para o conteúdo (1), o menu (2) e a busca (3); alto contraste (4), com fundo preto, texto branco e links amarelos; e controles para aumentar ou diminuir o texto. As escolhas ficam salvas no navegador. O portal não muda de cor sozinho conforme o tema do sistema: o modo claro é o padrão e o alto contraste é uma opção da pessoa. Todo gráfico tem os mesmos dados em texto, e as páginas funcionam sem JavaScript.
Limitações conhecidas
- Votos individuais existem só para votações nominais — é assim na fonte.
- Biografia, escolaridade e profissão são declaradas pelo parlamentar e não são verificadas pelas Casas; o portal as rotula como declaradas.
- Emendas parlamentares dependem da API do Portal da Transparência (exige cadastro) e entram na próxima versão, assim como as contas de campanha — cuja versão de referência, pelo calendário do projeto, é coletada em 1º de dezembro do ano eleitoral — e o mapa de votação por território.
- “Sem dado” significa que o portal não encontrou o registro nas fontes que monitora até a data da coleta — não significa que o fato não existe.
Ordenação por atividade parlamentar
As listas usam um índice interno de atividade institucional documentada para ordenar parlamentares por período. O valor do índice não é exibido. O cálculo considera participação em votações e reuniões, relatorias, pareceres e emendas, proposições, aprovações e discursos. Na página de cada parlamentar aparecem apenas as quantidades registradas e a comparação com a própria Casa, item a item.
Deputados são comparados com deputados e senadores com senadores na mesma janela de tempo, considerando o tempo efetivo de exercício. Coautorias recebem peso menor que autorias principais; requerimentos e assinaturas de apoio não contam como proposições. Volumes são limitados por escala logarítmica e pelo percentil 95 da Casa. Os pesos são escolhas de modelagem.
A ordenação permite consultar o mandato, cada ano, o trimestre ou os últimos 14 dias. Na página inicial, o período padrão é o trimestre.
Legislaturas anteriores e linha do tempo
A página de cada parlamentar traz uma linha do tempo por ano: exerceu o ano todo, parte dele (com os meses) ou não exerceu. O calendário vem do histórico de situação publicado pela Câmara (posse, licença, afastamento, suplência, fim de mandato) e dos períodos de exercício publicados pelo Senado. Cada ano e cada legislatura têm página própria; o mês é a menor unidade guardada, e ano e legislatura são somas dos meses.
- A atuação detalhada está carregada a partir de 2003 (52ª legislatura), primeiro ano com votos nominais e orientações de bancada publicados em lote pela Câmara. A cota parlamentar só existe nas fontes a partir de 2009. Anos anteriores a 2003 aparecem só como registro de exercício.
- Até 2018 a cadeira de deputado federal era da coligação em cada estado; as páginas das legislaturas anteriores mostram a coligação registrada no TSE.
- Nas páginas de período, “votações do Plenário” conta as votações nominais realizadas enquanto o deputado estava em exercício; votos nominais em comissões aparecem à parte.
- “Do próprio partido”, no alinhamento, usa o partido em que o deputado estava em cada mês. O nome exibido é o da época; quando difere do atual, a página avisa.
- Frentes parlamentares são registradas por legislatura, sem data de adesão: aparecem só na página da legislatura.
- Gabinete, alterações de biografia e cadastro de fornecedores não têm histórico nas fontes oficiais e não são reconstituídos.
- Quem foi deputado e senador tem uma página em cada Casa. O link entre elas só aparece quando o CPF da candidatura registrada no TSE confirma que é a mesma pessoa.
Correções
Qualquer pessoa, incluindo o próprio parlamentar, pode contestar um item apontando a fonte oficial. A correção nunca é um texto editado à mão: é uma nova execução do pipeline, e as duas versões ficam no histórico.
